“Seu sorriso derretia satélites e corações gelados.”
janeiro 28, 2010 at 12:37 pm | In Caio Fernando Abreu, Frases soltas | Leave a CommentCaio Fernando Abreu
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
janeiro 28, 2010 at 12:18 pm | In Frases soltas, Manoel Bandeira | Leave a CommentManoel Bandeira
janeiro 28, 2010 at 12:12 pm | In Caio Fernando Abreu, Frases soltas | Leave a Comment
Tenho um amor fresco e com gosto de chuva e raios e urgências. tenho um amor que me veio pronto, assim, água que caiu de repente, nuvem que não passa. me escorrem desejos pelo rosto pelo corpo. um amor susto. um amor raio trovão fazendo barulho. me bagunça. e chove em mim todos os dias.
Caio Fernando Abreu
(…)
janeiro 28, 2010 at 12:10 pm | In Menotti del Pichia | Leave a Comment(…) Esgota, como um pássaro,
As canções que tens na garganta.
Canta. Canta para conservar a ilusão
De festa e de vitória.
Talvez as canções adormeçam as feras
Que esperam devorar o pássaro.
Desde que nasceste
Não és mais que um vôo no tempo.
Rumo ao céu?
Que importa a rota?
Voa e canta
Enquanto resistirem tuas asas.
Menotti del Pichia
“Nunca soube
dezembro 24, 2009 at 5:14 pm | In Cáh Morandi | Leave a Comment o que fazer
com os espaços que ficam
depois que alguém vai embora
uma dúvida insiste
e de tanto, o meu tentar desiste
de trocar a ausência
por qualquer coisa que fira menos:
nada para repor
nada para suprir
nada que realmente comportasse
o encanto de algo que ficou
para trás.”
Cáh Morandi
(http://carinemorandi.blogspot.com/)
Diálogo
dezembro 24, 2009 at 4:54 pm | In Rita Apoena | 1 Comment— E você, por que desvia o olhar?
(Porque eu tenho medo de altura. Tenho medo de cair para dentro de você. Há nos seus olhos castanhos certos desenhos que me lembram montanhas, cordilheiras vistas do alto, em miniatura. Então, eu desvio os meus olhos para amarra-los em qualquer pedra no chão e me salvar do amor. Mas, hoje, não encontraram pedra. Encontraram flor. E eu me agarrei às pétalas o mais que pude, sem sequer perceber que estava plantada num desses abismos, dentro dos seus olhos.)
— Ah. Porque eu sou tímida.”
Rita Apoena
(http://www.pequenascoisas.org)
Ai se sêsse
dezembro 24, 2009 at 4:38 pm | In Cordel do fogo encantado | Leave a CommentSe um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse de São Pedro não abrisse
a porta do céu e fosse te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse e as virgi toda fugisse
Pelo Cordel do fogo encantado do Poeta Zé da luz.
Canção da alma caiada
dezembro 16, 2009 at 11:36 pm | In Antonio Cicero | Leave a CommentAprendi desde criança
Que é melhor me calar
E dançar conforme a dança
Do que jamais ousar
Mas às vezes pressinto
Que não me enquadro na lei:
Minto sobre o que sinto
E esqueço tudo o que sei.
Só comigo ouso lutar,
Sem me poder vencer:
Tento afogar no mar
O fogo em que quero arder.
De dia caio minh’alma
Só à noite caio em mim
por isso me falta calma
e vivo inquieto assim.
Antonio Cicero
Quase
dezembro 15, 2009 at 11:43 pm | In Antonio Cicero | 1 CommentPor uma estranha alquimia
(você e outros elementos)
quase fui feliz um dia.
Não tinha nem fundamento.
Havia só a magia
dos seus aparecimentos
e a música que eu ouvia
e um perfume no vento.
Quase fui feliz um dia.
Lembrar é quase promessa,
é quase quase alegria.
Quase fui feliz à beça
mas você só me dizia:
“Meu amor, vem cá, sai dessa”.
Antonio Cicero – Um poema do livro “Guardar”:
Quando O Sono Não Chegar
dezembro 15, 2009 at 6:16 pm | In Cordel do fogo encantado | 1 CommentNeste quarto de fogo solitário
No telhado um letreiro esfumaçado
Candeeiro no peito iluminado
O cigarro no dedo incendiário
O cinzeiro esperando o comentário
Da palavra carvão fogo de vela
Meus dois olhos pregados na janela
Vendo a hora ela entrar nessa cidade
Tô fumando o cigarro da saudade
E a fumaça escrevendo o nome dela
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
O prazer de quem tem saudade
é saudade todo dia
Ela é maltratadeira
Além de ser matadeira
ô saudade companheira
De quem não tem companhia
Eu vou casar com a saudade
Numa madrugada fria
Na saúde e na doença
Na tristeza e na alegria
Quando o sono não chegar
No mais distante lugar
No deserto beira mar
Dia e noite noite e dia
Cordel Do Fogo Encantado
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