Autor desconhecido não existe

junho 23, 2012 às 4:02 pm | Publicado em eu mesma, Ingrid Crespo | Deixe um comentário

Escrevi aqui comentando sobre a dificuldade de encontrar os verdadeiros donos de determinados escritos e a Marina me mandou o link para o site da Vanessa Lampert que achei muito interessante, pois ela distrincha bem essa questão!Ta aí o link…

Autor desconhecido não existe

Obrigada Marina! Obrigada Vanessa!

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There is a limit to the amount of misery and disarray you will put up with, for love,

junho 23, 2012 às 3:59 pm | Publicado em Alice Munro, Mary Cholmondeley | Deixe um comentário

There is a limit to the amount of misery and disarray you will put up with, for love, just as there is a limit to the amount of mess you can stand around a house. You can’t know the limit beforehand, but you will know when you’ve reached it. I believe this.

Alice Munro

Every day I live I am more convinced that the waste of life lies in the love we have not given, the powers we have not used, the selfish prudence that will risk nothing and which, shirking pain, misses happiness as well.

Mary Cholmondeley

Always remember that when a man goes out of the room, he leaves everything in it behind… When a woman goes out she carries everything that happened in the room along with her.

Alice Munro, Too Much Happiness

Canção

junho 23, 2012 às 3:37 pm | Publicado em Emilio Moura | Deixe um comentário

Viver nao dói. O que dói
é a vida que se não vive.
Tanto mais bela sonhada,
quanto mais triste perdida.

Viver não dói. O que dói
é o tempo, essa força onírica
em que se criam os mitos
que o proprio tempo devora.

Viver não dói. O que dói
é essa estranha lucidez,
misto de fome e de sede
com que tudo devoramos.

Viver não dói. O que dói,
ferindo fundo, ferindo,
é a distância infinita
entre a vida que se pensa
e o pensamento vivido.

Que tudo o mais é perdido.

Emilio Moura

por Ingrid Crespo

junho 23, 2012 às 12:11 am | Publicado em eu mesma, Ingrid Crespo | Deixe um comentário

Queridos leitores,

Eu nunca falei muito aqui, só usava esse blog como uma caixinha e não um blog, queria muito agradecer as mais de 300 visitas diárias que recebo a uns bons anos,  acredito que alimentando esse blog eu estou contribuindo com o mundo dando acesso a coisas maravilhosas que descubro.

Esse espaço é também um espaço para trocar, sintam-se a vontade para postar poesias e textos próprios nos comentários, textos similares que lembrarem ou só oi tudo bem eu leio tudo e respondo tbm.

Cada comentário serve de incentivo para eu continuar alimentando esse espaço.

Acho chato abrir o e-mail e só ver gente corrigindo esse ou aquele autor, alguns acabo deletando pois nesse mar de internet autoria questionável é o que não falta. Valorizo muito a arte e principalmente seu autor, eu mesma sou artista plástica. Mas acho que antes de vir aqui corrigindo esse ou aquele autor, uma mínima pesquisa é mais que necessária.

Muito obrigada a todos! Esse espaço é de vocês! Se alimentar ele cresce! Um beijo grande a todos

 

Materiais (de Liturgia da matéria)

março 4, 2012 às 5:19 pm | Publicado em Paulo Henriques Britto | Deixe um comentário

A utilidade da pedra:
fazer um muro ao redor
do que não dá para amar
nem destruir.
A utilidade do gelo:
apaga tudo que arde
ou pelo menos disfarça.

A utilidade do tempo:
o silêncio.

Paulo Henriques Britto

Também nós queremos estar

março 4, 2012 às 5:18 pm | Publicado em João Barrento, Paul Celan | Deixe um comentário

Também nós queremos estar
onde o tempo diz a palavra-limiar,
o milênio emerge da neve, remoçado,
o olhar errante
descansa no seu próprio espanto
e cabana e estrela
vizinhas se destacam no azul,
como se o caminho já estivesse percorrido.

Auch wir wollen sein,
wo die Zeit das Schwellenwort spricht,
das Tausendjahr jung aus dem Schnee steigt,
das wandernde Aug
ausruht im eignen Erstaunen
und Hütte und Stern
nachbarlich stehn in der Bläue,
als wäre der Weg schon durchmessen.

Paul Celan: “Auch wir wollen sein” / “Também nós queremos estar”: tradução de João Barrento

Mar português

março 4, 2012 às 5:16 pm | Publicado em Fernando Pessoa | Deixe um comentário

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa

Jogos Florais

março 4, 2012 às 5:14 pm | Publicado em Cacaso | Deixe um comentário

I

Minha terra tem palmeiras
onde canta o tico-tico
Enquanto isso o sabiá
vive comendo o meu fubá

Ficou moderno o Brasil
ficou moderno o milagre
a água já não vira vinha
vira direto vinagre

Jogos Florais

II

Minha terra tem palmares
memória cala-te já
Peço licença poética
Belém capital Pará

Bem, meus prezados senhores
dado o avanço da hora
errata e efeitos do vinho
o poeta sai de fininho.

(será mesmo com esses dois esses
que se escreve paçarinho?)

Cacaso

Nova Canção do Exílio

março 4, 2012 às 5:06 pm | Publicado em Ferreira Gullar | Deixe um comentário

Minha amada tem palmeiras
Onde cantam passarinhos
e as aves que ali gorjeiam
em seus seios fazem ninhos
Ao brincarmos sós à noite
nem me dou conta de mim:
seu corpo branco na noite
luze mais do que o jasmim
Minha amada tem palmeiras
tem regatos tem cascata
e as aves que ali gorjeiam
são como flautas de prata
Não permita Deus que eu viva
perdido noutros caminhos
sem gozar das alegrias
que se escondem em seus carinhos
sem me perder nas palmeiras
onde cantam os passarinhos

Ferreira Gullar

O que é bom pro lixo é bom pra poesia. Manoel de Barros

março 4, 2012 às 5:03 pm | Publicado em Manoel de Barros | Deixe um comentário

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