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março 20, 2011 às 11:27 pm | Publicado em José de Alencar | Deixe um comentário

‎’..pensava que deveria haver no universo algum lugar desconhecido, algum canto da terra ainda puro do hálito do homem, onde a natureza virgem conservaria o perfume dos primeiros tempos da criação e o contato das mãos de Deus quando a formara.
Aí era impossível que o ar não desse vida ; que o raio de sol não viesse impregnado de um átomo de fogo celeste; que a água, as arvores, a terra, cheia de tanta seiva e de tanto vigor, não inoculassem na criatura essa vitalidade
poderosa da natureza no seu primitivo esplendor.
Iríamos, pois, a uma dessas solidões desconhecidas; o mundo abriria-se diante de nós e eu sentia-me com bastante força e bastante coragem para levar o meu tesouro alem dos mares e das montanhas, até achar um retiro onde esconder nossa felicidade…’

José de Alencar

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